fobeea.

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11 de maio de 2016


Vou te ser sincera, minha memória falha quando tento me lembrar quando começou essa fobia toda. O fato é que simplesmente tenho um medo descomunal desses bichos miúdos e bicolores. Basta se aproximar, que seja pouco, e a taquicardia começa. Um suor frio vai brotando, as pupilas se dilatam e eu fico em constate estado de alerta, pronta para correr se as bichinhas se aproximarem de mim mais um pouquinho.

Sim, estou falhando de abelhas. Pequenos e coloridos objetos voadores, que carregam o dom da vida e adoçam a vida das pessoas produzindo o mel... E possuem ferrões. Doloridos ferrões voadores, que podem te alcançar em qualquer lugar. Cruéis ferroadas. Portanto, a cor simpática amarelo-e-preto é sinônimo de crueldade para mim.

Você deve estar se perguntando qual lembrança traumática carrego desses pobres seres voadores. E eu te respondo: nenhuma. Meu pavor existe por existir, simplesmente, e aumenta ainda mais só de pensar na possibilidade de levar uma ferroada.

— Ah, mas elas são tão tranquilas. É só ficar na tua que elas ficam de boa. — você vai dizer.

Quem garante? Quantas pessoas foram picadas por abelhas porque simplesmente, sem querer, esbarraram nelas? Ou porque ousaram se mexer, lentamente, quando elas estavam pousadas em seu braço?

Hã?


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Oh, my beautiful mother

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8 de maio de 2016


O tudo que é dito, é sempre pouco.  Sempre me faltarão palavras e tempo para dizer o quanto tenho admiração, amor, orgulho dessa pessoa que me criou e me fez ser como sou. É um clichê sem tamanhos escrever no dia das mães, mas o mundo é um clichê e tanto, não é?

Mãe, estou ouvindo a música que botei como trilha sonora deste texto faz um tempo. Acho que é a quinta ou sexta vez que a melodia se repete — e assim vai ser até eu concluir este. A música me enche de conforto, porque sei que a letra traduz exatamente aquilo que as coisas são:

Se fizer tudo direito, amará o lugar onde estiver, apenas tenha certeza de que onde quer que vá você sempre poderá voltar para casa.

Eu sou eternamente agradecida, mãe. Por saber que sempre terei teu abraço para correr quando as coisas complicarem demais. E sei que sempre será pro teu abraço que irei buscar quando a felicidade foi infinita aqui dentro. Não consigo pensar em outra pessoa a quem eu queria dividir os fracassos e sucessos se não você. Você sempre será a minha primeira escolha e saber que posso contar com isso torna a minha vida mais leve.

Sabe, mãe, eu nunca te confessei, mas eu tenho um medo irrisório de não conseguir ser para meu(s) filho(s) o tudo que tu és para gente. Não consigo definir uma palavra melhor para te definir: você é o tudo. É o elo de ligação, é a mão cozinheira, é o afeto, é o conselho sempre certo, é a cervejinha do fim do dia, é a companhia de sábado a tarde, é o café com chantilly, é a alegria de domingo, é a mensagem de bom dia, de boa tarde, de boa noite (tão mais controladas e escassas que assusta).

Eu sei que você vai dizer que faço tempestade em copo d'água (você sempre me diz isso). A tranquilidade bate quando penso que se falhar como mãe, nalgum ponto, você jamais falhará como vó e isso que me dá mais coragem de tentar abraçar esse mundo novo que, quem sabe em breve?

Obrigada por ser a minha alma gêmea nesse mundo, aquela que conhece meus silêncios e entende minhas entrelinhas desde sempre.

Te amo duas vezes o infinito.


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Tchau, querido.

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5 de maio de 2016


Devo te confessar que não estava nem um pouco ligada no dia de hoje. Acordei com aquela dor de cabeça costumeira, tomei um remédio e voltei a dormir. Aliviou depois de quarenta minutos. Levantei, fiz um café com leite, arrumei o que tinha para ser arrumado e saí para a rotina que me chamava do lado de fora. O dia estava mediano: nem sol demais, nem chuva. Nem quente demais, nem frio. Um dia comum, simplesmente.

Atravessei a manhã entre ocupações e janelas de mensagens abertas – um recorde, devo te dizer. Almocei sopa, feita pela mãe. É sempre uma delícia quando almoço na mãe, me faz voltar aos quinze anos. Escovei os dentes, arrumei minhas coisas – outra vez – e parti, para a jornada em outra empresa.

O rádio estava ligado, como sempre. Na estação de sempre, porque tem coisa que nunca muda. Uma hora da tarde, não havia música. Só as vozes de diversos rapazes contando piadas e notícias, não necessariamente nesta ordem. Todos deram alô para os ouvintes. Anunciaram as notícias. Cinco de maio, dia do agito... Pausa. Cinco de maio. A data passou seguidamente pela memória, repetida, sem querer, num mantra: cinco de maio, cinco de maio, cinco de maio... Ah! Cinco de maio.

Pois é, amigo. Cinco de maio. Você faria o que...? Trinta e um anos? É tanto tempo que não lembro mais. Não lembro se você tinha vinte e três ou vinte e quatro quando tudo ficou escuro. Foram-se oito anos desde então. Oito aniversários... Vazios.

Eu pensei em você, instantaneamente. Tua imagem invadiu com ferocidade a lembrança. Você com eternos vinte e poucos anos, os olhos de menino, a barba por fazer e uma vida inteira para viver, desbravar, conhecer. Tentei te envelhecer oito anos, mas não consegui. Você se foi para ser sempre jovem para mim.

E hoje o dia tá assim, nem lá nem cá, nem oito nem oitenta. Não é um dia bonito, mas também não é um dia feio. Tá morno, sabe amigo? Amanheceu um dia morno, como se faltasse alguma coisa. E agora, nessa hora, descobri – de fato – que falta.


Meu feliz aniversário daqui. Uns beijos no vento para aí e uma saudade, daquelas, velha conhecida nossa.



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