Camarada d'água

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27 de junho de 2016


Todo conceito é torto, de alguma forma. O mundo está cheio de gente louca para dar palpite e meter rótulos onde não existem, por puro prazer de fazê-los. A gente brinca ao te rotular disso ou daquilo, porque é isso que amigos fazem: zoam. Quando há espaço para a brincadeira é porque a amizade já atingiu o melhor de todos os níveis. É lindo por demais isso, quando não é preciso segurar a língua, porque é tudo inocente, fonte de riso.

Eu sei que você  não costuma ligar pr'aquilo que os outros pensam e, na boa, espero que continue não ligando. Cê tá certo, moço, em ser assim desse jeintin que é.  Às vezes, bem raramente, dá para ouvir uma angústia nos teus questionamentos, quando a brincadeira se estende por tempo demais. É como se você parasse, por um segundo, para se importar com que dizem de ti e pensam a teu respeito. Dá para perceber, embora você tente soar imperceptível. Destoa, moço. Cê é todo visão, sabe? Vai roubando a cena por onde passa, chamando atenção pelo riso, pelo sotaque, pelo carinho, pelo tamanho, sei lá.

Depois de ontem eu pensei muito naquilo que cê disse pra mim que é um vivente do mundo que não sabe desperdiçar as oportunidades que a vida dá. Queria te dizer que cê tem razão em abraçar tudo (ou todas) que aparecem na tua frente, porque a vida é um sopro, num dia tudo vira pó. Num dia a gente vira a página, sem nem se dar conta que aquele trecho a gente leu rápido demais e não dá mais para voltar atrás nesse livro que chamamos de tempo.

Viva a tua maneira
Não perca a estribeira
Saiba do teu valor



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c a ó t i c o

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24 de junho de 2016



Bagunçou foi tudo.

Eu queria poder começar com alguma frase mais bonitinha, mas tudo cabe nessa três palavrinhas. Dá para resumir tudo à  C A O S, mas não quero engrandecer algo que, por ora, ainda tá pequeno, quase tão pequeno quanto meu coraçãozinho miúdo que espremeu-se de tanto sentir.

Enxergo a bagunça e a bagunça me enxerga de volta. Tá ali, para todo mundo ver. Passei por cima dez vezes e não arrumei nada. Preguiça? Capricho? Sei lá. A verdade é que estou gostando um pouco dessa desordem, aproveitando o masoquismo que é sentir saudade da ameba da minha ansiedade, que seja só um pouco. É como se a taquicardia me tornasse mais viva, mais elétrica, mais atenta à tudo. O mundo rodando em câmera lenta enquanto tudo grita e corre aqui dentro.

Vai cair tudo, prevejo. Uma chuva torrencial que vai lavar e levar tudo embora. Então não há motivos para perder tempo arrumando a bagunça, que não sei nem quem causou. Não sei se fui eu quem baguncei tudo ou se as coisas já estavam bagunçadas e eu, nessa ânsia de abraçar o mundo, não via.

Entre toda a bagunça que passei a enxergar, uma gosto mais. É loucura, eu sei. Mas eu perco minutos do meu dia absorvendo aquela desordem com um prazer particular. Vem até um sorriso bobo, que alimento com vontade e imaginação. Eu dou forma para o caos, porque acabou de virar.

Enquanto rascunho essas palavras sem nexo, ignorando propositalmente a bagunça que ali está — e que pior vai ficar, instala o caos. Do lado de fora, do lado de dentro. AGRIDOCE. Um desespero contido enquanto os ombros balançam, para cima e para baixo, como quem não se importa, porque não adiantará em nada se importar.

Sento no chão. Olho para o caos bagunçado e doce. Chove. Eu levando a desordem e bagunço mais um pouco. Ali fico, permaneço. Agora o caos, também sou eu.


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chá das cinco: doze de junho

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12 de junho de 2016


Doze de junho é um clichê desses sem tamanho. De um lado temos a dor de cotovelo, do outro temos os casais melosos-apaixonados e na platéia aquele povo que não está nem aí para a data, sejam casais ou não.  Como eu sou a louca dos clichês e acho sempre muito bonito falar de amor, selecionei cinco cards que falam sobre amor, porque o mundo está precisando — cada vez mais — amar.

1. TEMPO DO TEMPO, MARIANNE GALVÃO




2. GISELLE F.




3. MAFÊ PROBST (EUZINHA ♥)




4. FELIPE ARCO, MINEIRIN




5. ESTRANHEIRISMO, DO ZACK




O amor está no ar e ainda precisa de um punhado mais de amor para ser espalhado. Todo amor é pouco diante das mazelas que ocorrem no mundo e eu torço, do fundo do meu coraçãozinho miúdo, que as pessoas cultivem o melhor de todos os amores, que é o altruísmo, a compaixão. Que nesses dia dos namorados, as pessoas firmem compromisso com o próximo, independente de cor, sexo e/ou religião.