segundo domingo de maio ♥

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12 de maio de 2013

Ela é mulher de fibra, de aço. Tem o coração mais mole que uma gelatina mal resfriada e imenso: nele, sempre cabe mais um. Mais um “filho postiço”, mais um amigo, mais um aluno. Ela ama sem medidas, sem espera. Se o Aurélio a tivesse conhecido, em seu dicionário veríamos seu nome*.


Você pede uma mão, ela te empresta o braço. Você pede um almoço, ela te oferece um banquete. Você não pede, mas ela sempre te dá carinho. Você não pede, mas ela reconhece tuas necessidades e, por mais que a gente não fale o tempo todo sobre sentimentos, ou não fale o tempo todo dela, ela está sempre ali, de escanteio, e é peça fundamental para essa vida.

É bonito de ver, sabe? Quando fala dos seus muitos alunos, sejam eles de sete ou trinta e sete anos, tem sempre um brilho nos olhos e um sorriso sincero, que dá uma felicidade ímpar e uma inveja branca. É palpável o sentimento: ela ama o que faz. Ela ama o que sempre fez e ama cada um dos muitos que esbarraram com o seu ensino, com o seu pulso firme e com o seu coração mole. Dá pra ver o orgulho nadando nos olhos quando vê a moça, para quem deu aula, sentada atrás da bancada do jornal da noite, ou quando vê um médico, ou advogado e dizer os nomes e dizer como a criança era e como é gratificante ouvi-los, ainda, chamá-la de “tia”.

A cabeça é de vento, mas é uma cabeça de vento seletiva. Pr'aquilo que lhe é importante, pr'aquilo que lhe toca, pr'aquilo que ela não pode falhar, ela não falha. Ela não esquece. E como a gente amaria essa mulher se ela fosse de outra forma? Como a gente amaria essa mulher se não pudéssemos zoar com a “borboletinha”? Como amaríamos essa mulher se ela fosse regrada demais, sisuda demais, concentrada demais? O nosso amor está implícito nas pegações de pé, nas implicâncias, no deboche. Apesar de tudo, a gente zoa sempre com muito carinho. A gente zoa porque é isso que a faz ser quem é, acima de todas as outras coisas supracitadas.

Ela é gata borralheira, mas se transforma rapidamente em Cinderela quando quer. E ela é sua própria Fada Madrinha, autora da sua história, amante do “paz e amor” e tão boa, mas tão boa que, às vezes, chega a ser boba demais. E como me dói ver como tem gente insensível que abusa da sua sensibilidade. Mas é mulher de fibra e de aço. Aguenta. Chora, mas suporta. É professora, madrinha-avó, coordenadora, esposa, dona de casa, chefe de cozinha, juíza, meio de campo, artista, elo... MÃE.

E meu espelho. Minha referência. Meu exemplo.


Feliz dia das mães e obrigada por ser exatamente quem tu és.

*Altruísmo (s.m.): Amor desinteressado ao próximo; abnegação; filantropia; O ser Yara.

comentários pelo facebook:

6 comentários:

  1. Que linda homenagem MariaF. Quanta sensibilidade. Quanto amor! Lindas palavras, que acolchoam a alma com um tecido macio e confortável. Carinho desmedido que lustra o coração, que afaga a alma com um abraço doce e terno.

    Parabéns à sua mãe. À minha. À Todas!

    Beijo!!!

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  2. É incrível como nossa mãe nos conhece né? Uma sensibilidade que mais ninguém tem!! Voce parece bastante com sua mamae, lindas na foto :)

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  3. Bela declaração de amor pra sua mãe Maria Bonita, ela deve ter ficado bem emocionada!
    Beijos

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  4. Olá!!!, belo blog amei sucesso, Deus seja contigo, já estou te seguindo
    OBRIGADO PELA VISITA.
    Curta e participe do meu blog e fan page.
    Blog:http://arrasandonobatomvermelho.blogspot.com.br/

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  5. Posso dizer que tive a honra de conhecê-la pessoalmente e, nos poucos minutos que passamos juntos, senti toda essa energia positiva mencionada no texto. Tu mereces a mãe que tem, Fê, assim como ela também merece a filha que trouxe ao mundo. Mande meu forte abraço e parabéns por valorizá-la com tanto carinho. Este post é um exemplo de sentimento a todos os filhos, assinei embaixo!

    Beijão!

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  6. Lindo texto para a a sua MÃE
    http://versosebossa.blogspot.com.br/

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