sobre o eterno clichê

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19 de dezembro de 2015

fim-de-ano

Dois mil e quinze encerrou um ciclo. Não foi um ano bonito, mas foi um ano bom. Terminando o jogo, como está, eu consigo resumir que encerro este ano mais leve — não só no peso, mas na alma. Não foi um ano fácil. Eu vi (e venci) barreiras que não conhecia e, a maioria delas, eram criadas por mim mesma. Como faz para vencer a si? Mas venci. E este ano, encerro um ciclo.


Das coisas boas que me aconteceram esse ano, a melhor​ foi​ ​​​​​ as pessoas. Eu tive a oportunidade de esmagar bem de pertinho amigos que são de longe. Apertei laços, mas desatei uns nós que eu não percebia, mas estavam me sufocando. Lentamente. Pouco a pouco. Me afastei de gente que não veio para somar e me juntei à outro tantão de gente que veio para sonhar. Conheci mais gente em um ano do que poderia conhecer uma vida inteira. Reconheci almas antigas em corpos novos e​ me vi morando em outras carcaças. Tive a oportunidade de (re)conhecer almas gêmeas minhas, espalhadas pelos quatro cantos desse Brasil gigante.

Descobri que distâncias são quebradas quando o universo conspira a favor. E que um simples grão de areia consegue mover desertos e criar um castelo inteiro. Abriguei uma pá de gente no meu coração. Chorei em silêncio, várias vezes, até que esbarrei num anjinho de carne e osso, que me amparou nos dias de crise intensa e abriu meus olhos, enquanto relaxava meus músculos cansados e retraídos.

Tenho a sorte de terminar o ano de dois mil e quinze carregando uma porrada de gente do bem para dois mil e dezesseis. Aprendi, na marra, a não me importar com pessoas que não se importam e descobri que dependo só de mim para observar aquela gente boa, que me quer por perto e me quer bem.

Termino o ano vendo sonhos sendo realizados. Uns quase concluídos, outros apenas começando. Vejo a luz no fim do túnel, depois de uma temporada muito escura. Tem família se unindo, lentamente. Tem sonhos construídos – literalmente. Tem proximidade e amor, que entre trancos e barrancos, entre dias bons e ruins, continua ali, firme e forte, mostrando que não é qualquer tempestade que pode nos derrubar. E tem saudade também, muita. Saudade daquela gente que não iniciará o novo ano. Saudade de gente que permanecerá sempre em dois mil e quinze. Todo ano tem alguém que fica, enquanto a gente vai.

Mas ano se encerra renovado de esperança. Dois mil e dezesseis é um ponto de interrogação bonito para mim. Prevejo riso, muito. Leveza, mais. Amor aos montes.

A vida sempre segue. E a gente cresce, e a gente aprende, a gente se reinventa. E todo novo ano recomeça com aquela (in)certeza de que bons ventos virão – basta sair do lugar, correr atrás.


Em dois mil e dezesseis você será daqueles veem a vida passar ou daqueles que fazem acontecer?

comentários pelo facebook:

6 comentários:

  1. Belas palavras que demonstram a importância desse ano para ti. Muito bom quando separamos pessoas que não nos acrescentam em nada daquelas que são anjos sem asas em nossas vidas.
    meu ano foi deveras estranho e me afastei de muita gente. Espero que em 2016 eu faça acontecer e eu seja uma pessoa melhor.
    Meu cantinho: www.umavidaemandamento.blogspot.com

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  2. Que delicia ler esse texto. Você-sempre- consegue descrever exatamente alguns dos meus sentimentos... 2015 foi um ano relativamente difícil, um ano de uma perda física enorme com o falecimento da minha grande amiga, Alice, o câncer do meu pai( que graças a Deus está curado), enfim... um ano de muitas batalhas, mas a parte boa de tudo isso foi o amadurecimento que obtive diante das situações que enfrentei ..acho que cresci 5 anos em um único..rsrs e isso me levou a valorizar mais o simples, uma coisa é certa, termino o ano mais LEVE, leve e simples. E assim seguimos para 2016. Desejo a você e a toda sua família um feliz natal, um ano novo de muitas realizações...e será que papai do céu vai trazer um presentinho pra aumentar sua nova família?! rsrs desejo tudo de melhor, te admiro de longe. UM CHEIRO MINHA FLOR! ;*

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  3. A vida é esse eterno fazer e desfazer de laços, é um eterno corte de nos e principalmente uma eterna reconstrução, seja de sonhos, perspectivas, concepções.
    Belo texto!
    Desejo-lhe um 2016 fantástico, cheio de sorrisos e amor.

    Beijoca

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  4. Tu tem toda razão, me senti mais leve lendo. Uns vão outros ficam, uns marcam e outros apenas passam, é ruim dizer adeus, e ao mesmo tempo tão libertador, sentimos dor no inicio, mas depois passa.

    Bom 2016.
    Beijos

    Mundo de Nati

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