Por que as pessoas vão embora?

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22 de julho de 2016



Estou aqui pensando e comprovando as voltas que este mundo dá quando o assunto é relacionamento afetivo. Existem pessoas que tem necessidade física e psicológica de ter controle – o tempo todo – de condições presentes e futuras. Tais pessoas costumam sofrer sem motivos, enxergar problemas onde não existe, criar desgaste em demasia e expelir de vez a pessoa amada ao criar “regras do relacionamento ideal”. Sabe aquela história “o problema não é com você, é comigo?!”, pois bem, pode acreditar! Estamos rodeados de pessoas insatisfeitas, controladoras e manipuladoras.

Não aceite que sua vida sentimental seja conduzida por uma coleira que delimite o seu direito de ir e vir. A liberdade individual é o nosso maior prêmio e não por acaso, o maior castigo do nosso código penal é a reclusão/detenção.

Não quero, de forma alguma, ser aquele adulto que estraga sonhos infantis revelando que Papai Noel e Coelhinho da Páscoa são seres simbólicos, mas vou te contar a maior verdade: não existe receita de bolo ou regras para conduzir relacionamentos. A vida é muito dinâmica e mudanças ocorrem numa incrível velocidade.

Por estas e outras decidi pedir o impeachment da minha tristeza, ninguém merece viver no ritmo da instabilidade de terceiros. Dê a sua vida o rumo que satisfaça a premissa básica da felicidade: reciprocidade! Não distribua sentimentos bons a quem quer te dar o troco em balas, afinal, amor não é esmola. Procure permanecer ao lado de quem valoriza suas atitudes e que te queira tão bem a ponto de compreender que o fundamental em toda convivência é aceitar as diferenças e exaltar as semelhanças.

Deixe de lado pessoas que só enxergam seus erros. É muito chato conviver com pessoas que te repreendem ao falar alto, que questionam a quantidade que você bebe, roupa que veste, livros que você lê, amigos que te cercam e hábitos que cultivam. Quando alguém realmente te ama, qualquer sandice é algo surpreendentemente incrível. Isso explica o porquê de toda mãe achar que o filho idiota é o perfeito Albert Einstein – porque o amor é deficiente visual e certamente a mãe do Marquito acredita que um dia ele será Mister Universo.

Não aceite amores pela metade. Toda troca tem por obrigação ser justa! O envolvimento de duas (ou mais) pessoas deve adotar a soma como requisito básico. Com exceção de masoquistas, tenho certeza que ninguém entra numa relação para sofrer, ser infeliz e quebrar a cara. Comigo e com vocês não pode ser diferente: valorize para ser valorizado, invista para ter retorno, reconheça para ser reconhecido. Parece óbvio demais, mas a maior causa dos desgastes afetivos é justamente o descuido e/ou comodismo – achar que mimos só devem balizar inícios, negligenciando os meios.

Por fim, mas não menos importante, não sufoque a pessoa amada. Todo ser que é tratado em cativeiro foge ao encontrar o portão aberto. Prisão só estimula o desejo de fuga.

Se quiser ficar, fique a vontade!

DIEGO AUGUSTO, Mineiro de Belo Horizonte, engenheiro de produção por profissão e escritor por paixão. Amante da vida e das pessoas, acredita que os sonhos embalam a vida e o amor propulsiona os sonhos. Odeia o mais ou menos e pessoas que querem progredir cedo acordando tarde. Apreciador de cervejas e conselheiro de temas que pautam as mesas de bares.

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3 comentários:

  1. "Existem pessoas que tem necessidade física e psicológica de ter controle – o tempo todo – de condições presentes e futuras." - isso se aplica também a pessoas extremamente ansiosas. Tenho trabalhado demais nisso ultimamente, é muita sofrência pra nada. Controle demais não leva a lugar nenhum, além de umas arritmias horríveis.

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  2. Amor é liberdade. Se não for, não é amor, e sim algo doentio, uma obsessão. Amar é deixar voar, deixar a pessoa ir e vir, pousar e decolar. É braços abertos sempre.

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  3. Adorei o texto! Tem muita gente por aí querendo ter o relacionamento perfeito que tanto se vê na internet. A maioria quer usar como parâmetro o relacionamento do outro e esquecem que o mundo é feito de pessoas diferentes (graças a Deus).

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