para atravessar agosto

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1 de agosto de 2016


Primeiramente, deixe-me confessar: nunquinha li “para atravessar agosto”, do Caio. Nem para atravessar qualquer outro mês. Se li, foi um ou outro trechinho aqui, outro ou um trechinho lá... E acho que gostei, até. Sei lá. De fato, eu até queria escrever algo lindo para atravessar agosto, mas hoje ainda é dia primeiro e eu não consigo pensar em nada para escrever, como também não quero deixar pra lá. Então eu vou escrever essas linhas tortas — que poucos lerão — porque quero registrar.

Ontem eu decidi, não sei qual parte do dia, que escreverei todo o desafio proposto, ainda que odeie com todas as forças o texto que escrevi ou o tema que foi sugerido. Não importa. Então é isso, para atravessar agosto, eu escreverei mais de uma vez por semana. Anotaí, pra me cobrar depois. Ando com a inspiração meio falhada, só que mais freqüente do que todo o resto ano. Não, não quer dizer que escreverei melhor: quer dizer que escreverei mais. E por favor, não me venha dizer aquele clichê de qualidade e não quantidade, porque, na minha singela cabecinha, eu penso que a quantidade — nesse caso — é que dará a qualidade que, desde os primórdios, eu procuro.

Não sei se você parou para notar, mas já superei a marca de setecentos textos. Eu até queria falar bonito, dos números, da experiência que adquiri nesses  quase dez anos, mas... Que experiência? Quando eu paro para ler toda essa balela e paro para analisar todos os livros não concluídos, eu penso: que poha de experiência? É isso. Pra atravessar agosto, não deixarei nada sem concluir, nada incompleto, nada pela metade. Tarefa árdua essa, porque eu tenho a mania — péssima — de me empolgar e deixar pra lá. Tem que der disciplina para atravessar agosto.

Para atravessar agosto tem mais desejo, acredito. Desejo que agosto seja leve e seja breve, porque setembro vai ser lindo. Desejo que pare de chover e que deixe de incomodar essa coisinha mínima, cada vez que eu me frustro um pouquinho comigo mesma. Que eu não me cobre tanto, nesse mês de agosto. Nem nos próximos meses também. Sei lá, eu comecei esse texto cheia de ideias e vontades de terminar e interrompi o processo treze vezes, o que me fez perder o foco e esquecer o desenrolar. Whatever. Daquilo que prometi que faria atravessando agosto, já quebrei tudo. Ficarei sem concluir, interrompi ao meio e vou continuar interrompendo.

Talvez, pra atravessar agosto, seja isso: fazer o que se quer, também. Se couber a mim decidir o que fazer dos dias, farei o agosto mais meu. Mais meu do que o ano todo fora.


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3 comentários:

  1. Se em agosto de 2012 era 5 anos, este já está pra completar 6, não é? Isso é bom!
    Eu particularmente, ando meia nessa de começar e não terminar, ou ainda, interromper e intercalar assuntos como se tudo fizesse parte de um só, mas isso, só pra me enganar!

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  2. Começar, me empolgar e deixar pra lá, arte que domino completamente, infelizmente.
    Quero atravessar agosto mais disciplinada, menos preguiçosa, mais disposta a continuar coisas abandonadas meses e anos atrás.
    Pra atravessar agosto, por hora, só preciso dos sorrisos sinceros dozamigo que alegram todos os dias minha vida, faça chuva, faça sol. #assv
    #tpmcomentandopormim
    #beijomeliga

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  3. Eu não consigo comentar, mas deixo aqui o registro da minha vontade. Um dia, talvez, consiga terminar de dizer o que nem comecei sobre esse texto. Todo mês de agosto é um pesadelo com uma piscina de jacarés e, desde menina, eu acordo depois de duas braçadas. Quando chegar do outro lado proemto voltar e comentar decentemente. Arrasou, loira.

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