Copos, ziper e saudades

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19 de maio de 2017


Estudos realizados — por mim — comprovam: É impossível resistir ao corpo dela.

Se eu pudesse, ficaria ali jogado na cama com ela o dia inteiro, mas tenho algumas bocas pra alimentar: O Whiskas Sachê do Whisky está cada vez mais caro, a Nutella dela não cai do céu e a minha cerveja não aparece de forma mágica no porta-latas da geladeira. Cada um com sua prioridade.

(...)
Ela chega primeiro, mas se distrai com sua série favorita na Netflix e esquece do jantar.

— Putz, sabia que tinha esquecido alguma coisa! Desculpa, amor...

Ela fica extremamente chateada quando dá mancada, mas, porra, como vou brigar com uma guria que faz esse biquinho e essa cara de dó?!

— Relaxa, amor. Não faz mal, a gente pede uma pizza.

Depois de comer, tomamos um banho e vamos pro quarto. Ela para em frente o espelho e se acha gorda. Diz que comeu muita porcaria nos 4 dias que ficou fora a trabalho. Uma dose de drama antes de dormir, pra garantir o elogio nosso de cada noite.

Eu a abracei por trás e disse o quanto está linda e mais algumas coisas que o horário não permite repetir. Quem está gordinho sou eu. Desculpa as gordurinhas fora do lugar, é que passei mais tempo levantando o copo de cerveja, do que abaixando o zíper da calça dela.

O abraço apertado soou como um convite que foi aceito imediatamente. Lá fomos nós, levantar alguns copos, abaixar o tal zíper e matar as saudades.

Bons sonhos.

DIEGO HENRIQUE.
Prazer, Diego Henrique, 25 anos, Paulista e solteiro. Um aquariano na casa dos vinte, que brinca com as palavras e coloca os sentimentos na ponta dos dedos.
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